Menopausa pode causar depressão?

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Menopausa pode causar depressão

A depressão é comum em mulheres durante o período de transição para a menopausa, mas a doença psiquiátrica também marca presença no pós-menopausa.

Mulheres, este assunto é importante para a sua saúde física e mental. Portanto, prestem atenção! Vamos falar de menopausa e depressão?

Você sabia que a depressão afeta até 70% das mulheres em transição para a menopausa? E a idade em que os sintomas aparecem é menor do que muita gente pensa: dos 40 até os 65 anos! Isso porque durante este período as mulheres têm uma redução fisiológica da produção de hormônios pelos ovários, conhecida como climatério. Com esse déficit de produção hormonal, as mulheres ficam mais propensas a vários problemas que podem ser resolvidos com tratamentos psiquiátricos, incluindo depressão, ansiedade, irritabilidade, nervosismo, tristeza exagerada, inquietação, bem como falta de memória, falta de confiança, pouca concentração e perda de libido também.

Se você está com sintomas difíceis de identificar, porém que não faziam parte da sua vida até agora, converse com o seu ginecologista sobre a possibilidade de consultar-se também com um psiquiatra. A menopausa pode estar em parceria com a depressão e isto é sério. Mas a parte boa é que tem tratamento!

Depressão

Vamos falar da depressão, já que muitas mulheres não se dão conta de que podem estar passando por este problema em decorrência do climatério, ou a famosa menopausa. À medida que as mulheres envelhecem, o medo da morte se torna maior. Embora essa questão afete também homens, as alterações hormonais do corpo feminino podem colocar um ingrediente de atenção a mais nessa história. A depressão e a ansiedade, problemas mais comuns durante a menopausa, tendem a aumentar esse medo, assombrando quem já está num período tão difícil da vida, enfrentando mudanças tão drásticas.

Existe um estudo, publicado pela Sociedade Norte-Americana da Menopausa (NAMS), envolvendo 485 mulheres turcas na pós-menopausa, com idade entre 35 e 78 anos, em que pesquisadores procuraram determinar a frequência de sintomas depressivos, as variáveis sobre a doença psiquiátrica e também o próprio medo da morte. O estudo confirmou que 41% das pesquisadas passaram por alguma forma de depressão. Os responsáveis identificaram também quais os fatores de risco que mais afetaram a depressão na pós-menopausa. Entre eles, a viuvez, o divórcio, o consumo de álcool, algum histórico médico que exige medicação contínua, a presença de qualquer incapacidade física e problemas mentais.

Fato é que a depressão em mulheres durante o período de transição para a menopausa é recorrente, mas a doença também marca presença no pós-menopausa. Por isso, é preciso que estejam atentas a TODOS os sinais.

Uma história real…

Trazendo o assunto para mais perto, a MentalMe cuida de pacientes com depressão e aproveita constantemente  para alertar mulheres em idade de menopausa sobre o tema. Uma de nossas pacientes (a qual chamaremos de “M”), contou um pouco sobre como foi a época em que enfrentou a doença psiquiátrica atrelada à menopausa.

“M” revelou que estava em uma idade favorável ao início da menopausa (a partir dos 40), quando teve os primeiros sintomas causados pela falta de produção de hormônios. No entanto, inicialmente, ela não relacionou uma coisa à outra. O que sentia era falta de vontade de sair da cama, desânimo, tristeza, angústia e irritabilidade. Só quando seu fluxo menstrual cessou, “M” percebeu que precisava de ajuda, mas para além de um ginecologista. “M” visitou também o Dr. Giovani Missio, psiquiatra da MentalMe.

Na consulta, “M” logo revelou ao doutor o quanto estava preocupada com sua saúde. A vontade de estar sozinha, sempre deitada, mas com insônia, e sem prazer nas atividades cotidianas só aumentava e deixava o problema ainda mais sinuoso. O tratamento, porém, veio a calhar. “M” passou a fazer uso de medicações, com dosagens indicadas especificamente para o seu caso. De acordo com ela, “foi o que equilibrou toda a sua “bagunça” interna”. Já na visão da MentalMe, a procura da paciente por ajuda foi essencial para que o seu tratamento surtisse efeito, juntamente com a inserção de medicações assertivas.

Portanto, se no seu dia a dia você começar algum desses sintomas, não hesite em procurar por um psiquiatra, além do ginecologista. Menopausa não é um bicho de sete cabeças, nem mesmo a depressão. Por isso, não há motivo para medo ou vergonha. Reflita sobre você, sua saúde física e seus sentimentos e procure ajuda. Não deixe para amanhã. E conte com a MentalMe!

Dr. Giovani Missio

Dr. Giovani Missio

Fascinado pela mente e por tecnologia. Médico psiquiatra, Pesquisador e Doutor em Psiquiatria. Agora empreendedor com a missão de transformar os tratamentos de saúde emocional do cérebro! Pai de meninas e palmeirense!

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