Setembro Amarelo: é hora de escutar, sem deixar de agir

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Todos os anos são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil. A MentalMe te convida para fazer parte dessa campanha em prol da vida!

Olá, como vai? Como estão seus planos para o mês de setembro?

Aproveitando o começo do mês, queremos te fazer um convite: vamos alertar parentes, amigos e pessoas próximas sobre a importância da campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio? É possível, até mesmo, que você conheça alguém que, na sua opinião esteja precisando de ajuda. Mas, realmente, este é um assunto delicado que exige cuidado para ser tratado.

Se você acha que falar disso é importante, mas não tem ideia de como fazer isso, venha com a gente nesta leitura!

Neste mês, a conscientização de prevenção ao suicídio é a pauta central. A MentalMe, por sua vez, não pode deixar de ressaltar a importância dessa campanha, dada a sua possibilidade de alcance. Para se ter uma ideia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 32 pessoas tiram a própria vida por dia no Brasil.

Essa estatística deveria ser o suficiente para estimular as pessoas na mobilização pela prevenção dessas mortes precoces e evitar tais acontecimentos. No entanto, apesar dos avanços, ainda nos deparamos diariamente com tabus, preconceitos e vergonhas, que acabam minando a possibilidade de uma conversa aberta sobre o tema.

O suicídio é um assunto complexo, pois ninguém o comete por um único motivo. Porém, a prevenção é possível e algumas ações podem ser feitas em favor de pessoas de todas as idades. Mas vamos por partes! Para que você também possa ajudar quem precisa, vamos esclarecer algumas informações. Confira!

O que é o Setembro Amarelo?

A campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio teve início no Brasil, em 2014, pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Oficialmente, o dia escolhido para as principais ações em prol do tema é 10 de setembro, em todo o mundo, mas a importância dos alertas pode ser ressaltada durante o ano todo.

De acordo com os responsáveis pela campanha, todos os anos são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e mais de 1 milhão a nível mundial. Isso significa que o suicídio mata mais pessoas do que doenças como Aids e câncer. Desses casos, 96,8% são relacionados a transtornos mentais.

A depressão é a principal causa do suicídio, enquanto o transtorno bipolar aparece em segundo lugar. Já violências, como abusos sexuais, estão em terceiro na lista e as substâncias tóxicas, em quarto.

Por que a cor amarela?

Em 1994, um jovem norte-americano chamado Mike Emme cometeu suicídio quando tinha apenas 17 anos. Essa é a origem ao alerta sobre a prevenção e ao Setembro Amarelo. A cor escolhida foi o amarelo porque Mike havia restaurado um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. O carro, na ocasião, ficou conhecido como Mustang Mike. O mais triste, porém, é que os pais e amigos de Mike nunca perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos. Dessa forma, não conseguiram evitar a sua morte.

No dia do velório do jovem garoto, foram distribuídos cartões decorados com fitas amarelas e uma mensagem: “Se você precisar, peça ajuda”. Essa iniciativa deu a partida para o movimento que conhecemos hoje como Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio.

O assunto suicídio gera tabus e preconceitos. O Setembro Amarelo foi criado justamente para quebrar essas barreiras e ajudar quem realmente precisa de ajuda. A campanha tem como objetivo também ajudar pessoas a ajudarem outras com a questão. Por isso, é essencial estar atento aos sinais, ainda que estes sejam irrisórios. E, se você quiser saber como começar uma conversa sobre esse assunto, fizemos uma lista que pode ajudar:

Dicas práticas

1. Falar sobre o assunto é uma forma de entender quem passa por situações que levem a ideias suicidas, podendo ajudar o próximo a partir do momento em que tais ideias são identificadas.

2. Praticamente todas as pessoas que cometem suicídio apresentam, pelo menos, um transtorno psiquiátrico. Entre as vítimas, pessoas com depressão, transtorno bipolar ou problemas relacionados a drogas como álcool, maconha, crack, cocaína, etc. Esquizofrênicos e indivíduos com problemas de personalidade também fazem parte deste grupo. Dessa forma, alertar uma pessoa com problemas como estes sobre a importância de consultar um psiquiatra é essencial e está entre os principais fatores de proteção. Queremos contar com você nessa causa!

3. Por favor, fique atento a comentários que demonstrem desespero, desesperança e desamparo também. Expressões como “não queria ter nascido” ou até mesmo “queria estar em outro planeta”, podem ser sinais de alerta – trata-se de uma ideação suicida.

4. Outro alerta: alguns eventos podem estar relacionados à ideia de uma pessoa tirar a própria vida. Por exemplo, um divórcio, a morte de alguém muito querido, a perda do emprego, a falência de uma empresa, etc. Solidarize-se com alguém caso a pessoa esteja passando por tais situações. Ela pode estar pedindo socorro!

5. Observe se determinada pessoa apresenta comportamentos que sugiram uma preparação para o suicídio. Entre os indícios, mensagens de despedidas, cartazes, testamentos, doação de posses, etc.

6. Preste atenção nos jovens também. Às vezes, uma queda de desempenho na escola, por exemplo, pode ser sinal de um possível suicídio decorrente de algum abuso físico, psicológico ou sexual e/ou também maus tratos. Esses acontecimentos levam a pessoa a problemas psiquiátricos graves.

Entenda, seu apoio é fundamental nesta causa. Conte com a MentalMe para ajudar quem você ama. Estamos nessa batalha juntos!

Dr. Giovani Missio

Dr. Giovani Missio

Fascinado pela mente e por tecnologia. Médico psiquiatra, Pesquisador e Doutor em Psiquiatria. Agora empreendedor com a missão de transformar os tratamentos de saúde emocional do cérebro! Pai de meninas e palmeirense!

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